14 de Abril de 2019

Depois de vários anos inativo, decidi "reativar" o Biopolis com um curto vídeo que fiz na passada 5ª feira, dia 11, onde podemos ver um exemplar de um pato-real (Anas platyrhynchos) nas águas calmas do rio Caima, na zona do Hotel Rural do Vale do Rio, em Palmaz.

 

publicado por Manuel Alberto Pereira às 22:51

24 de Agosto de 2012

Quando, há pouco mais de um ano, Nuno Crato iniciou funções como ministro da educação, a maioria dos professores tinha grandes expetativas quanto ao seu desempenho à frente desta pasta. Desde há muito que mantinha uma participação ativa em vários programas de rádio e televisão, tinha livros publicados e produzira vários artigos sobre temáticas ligadas ao ensino.

Portador de discurso fácil e apurada crítica ao rumo que a educação levava em Portugal e que, então, apelidava de «eduquês», Nuno Crato transmitira uma imagem de rigor e, sobretudo, de grande esperança para quem vivia de perto os problemas da educação. Aliás, este “conceito de eficiência” assentava no sucesso que as suas opiniões granjearam entre os professores relativamente às reformas levadas a cabo pelos anteriores governos socialistas e, em particular, sobre o modelo de avaliação de desempenho docente.

Decorrido um ano de ação do atual ministro, que balanço faria o comentador Nuno Crato?

Nunca saberemos a resposta. Porém, a verdade é que o clima que hoje existe nas escolas traduz um sentimento de profundo desconforto e, hoje, tornou-se claro para a maioria dos portugueses que este ministro é o principal ator do maior ataque que qualquer governo infligiu à escola pública.

Aliás, é um sentimento tão generalizado que, mesmo entre alguns dos analistas bem próximos do atual governo, a avaliação do seu desempenho é francamente negativa.

Por exemplo, o “ex-conselheiro” de Pedro Passos Coelho e responsável pela elaboração do seu programa na área da educação, Santana Castilho, num artigo de opinião intitulado “Uma classe zombie e um ministro bárbaro” não poderia ser mais contundente quanto às políticas educativas do atual governante: “Todas as medidas de intervenção no sistema de ensino impostas por Nuno Crato têm um objectivo dominante: reduzir professores e consequentes custos de funcionamento. O aumento do número de alunos por turma fará crescer o insucesso escolar e a indisciplina na sala de aula. A revisão curricular, sem nexo, sem visão sistémica, capciosa no seu enunciado, que acabou com algumas disciplinas e diminuiu consideravelmente as horas de outras, particularmente no secundário, não melhorará resultados, nem mesmo nas áreas reforçadas em carga horária. Uma distribuição de serviço feita agora ao minuto, quando antes era feita por “tempos-lectivos”, vai adulterar fortemente a continuidade da leccionação das mesmas turmas, em anos consecutivos, pelos mesmos professores (turmas de continuidade), com previsível diminuição dos resultados dos alunos.”

Também Matias Alves, docente da Universidade Católica, no artigo “Um ano difícil chega ao fim!”, publicado no jornal on line Correio da Educação, em jeito de balanço, refere: “O estatuto do aluno é uma vez mais alterado prometendo mais autoridade e mais responsabilidade, parecendo ignorar que as razões maiores que convocam uma resposta a este nível se situam fora da escola.

A organização do ano escolar, com as célebres e pouco sensatas fórmulas de cálculo para a atribuição de recursos às escolas, proclama o célebre efeito Mateus de dar mais a quem tem mais e nega recursos às (escolas) mais carenciadas, incrementando uma política de discriminação negativa que só vai aumentar as desigualdades e as injustiças.

Os exames no 4.º e 6.º ano, em si mesmos defensáveis, mas criando a ilusão do rigor no final dos ciclos, podem gerar efeitos desastrosos nas práticas de promoção efetiva de aprendizagens e da inclusão social e educativa”.

Perante tais contundentes críticas, seria bom que Nuno Crato ousasse “parar para pensar” e que percebesse o alcance dos apelos de Castilho no fecho do já referido artigo de opinião: “Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano-lectivo próximo. Perdidos tantos outros, é o tempo propício para um novo discurso político, orientador e agregador da classe. A quem fala manso e age duro, urge responder com maior dureza. Lamento ter que o dizer, mas há limites para tudo. Como? Assim a classe me ouvisse. Crato vergava num par de semanas”. Ou então, alcançasse a essência da conclusão premonitória das reflexões de Matias Alves: “Um ano difícil chega ao fim. É certo que houve atuações positivas. Mas fica a convicção de que se semearam ventos, se aumentou a instabilidade, se dificultou ainda mais a vida nas escolas e de que não se sabe como se há-de ir para onde se promete.”

Numa altura em que as escolas preparam o novo ano letivo, seria útil que Nuno Crato percebesse que o potencial de credibilidade que possuía no início de mandato está claramente esgotado. As medidas e “contramedidas” até agora adotadas tiveram um efeito devastador na educação e o desalento que transmitiu a uma classe docente magoada e cansada de ser “bode expiatório” de sucessivos governos começa a estender-se a outros agentes do sistema educativo que, agora, percebem melhor o alcance das mudanças implementadas e a ameaça que constituem à manutenção de uma escola pública de qualidade.

Manuel Alberto Pereira

Artigo publicado no jornal

"Diário de Aveiro", a 3 de agosto de 2012

publicado por Manuel Alberto Pereira às 12:36

21 de Agosto de 2012

Ao contrário da sua dimensão populacional e capacidade empreendedora de muitos dos empresários, o concelho de Oliveira de Azeméis está longe de ser uma referência positiva no distrito, quando falamos de ordenamento do território e oferta de espaços urbanos com qualidade, importantes fatores de competitividade para atrair e fixar população, em particular entre os mais jovens.

Não se trata de dizer mal, mas de constatar factos: na última década perdemos população para os concelhos vizinhos.

Apesar dos equipamentos que possuímos e das sucessivas festas e eventos que organizamos, dispomos de poucos espaços urbanos devidamente ordenados e cuidados, temos uma rede viária visivelmente degradada e a taxa de saneamento tratado continuam ao nível do terceiro mundo.

Porém, se o legado desta gestão autárquica é pesado ao nível de decisões erradas e oportunidades perdidas, o mais grave ainda reside na trama de interesses que o PSD local desenvolveu ao longo dos tempos e no sentimento de total impunidade que os seus autarcas revelam ao gerir o município como se do partido tratassem.

Foi a esta confusão que assistimos aquando da última visita do Ministro Miguel Relvas ao nosso concelho. Demonstrando uma clara mistura entre as suas funções de representante da autarquia, interesses partidários e a sua relação de amizade, Hermínio Loureiro aproveitou o discurso para publicamente apoiar o seu amigo Relvas.

Mas a falta de respeito e de sentido de estado não se ficou por aqui. Miguel Relvas, num discurso que se exigia de ministro, fez também questão de relançar a candidatura do seu amigo à autarquia.

Se dúvidas houvesse, ficaram aí esclarecidas. A forma leviana e descarada como se exprimiram diz muito acerca do modo como encaram as funções que representam e caracteriza bem a sua “escola política”.

Hermínio Loureiro, que vive rodeado por “funcionários capatazes”, recrutados nas fileiras do seu partido, mas de duvidosa competência para o exercício de cargos públicos, representa um PSD dependente do poder local para se manter dinâmico.

Assessorado por uma agência de marketing político, a quem o município paga desde o início do mandato milhares de euros para promover a sua imagem, especializou-se no discurso fácil e redondo que invariavelmente recorre a mais do que gastos chavões, como “velhos do restelo” ou “profetas da desgraça”, para apelidar quem o critica.

Demonstrando incapacidade para corrigir os graves erros de gestão que o seu partido levou a cabo ao longo de décadas no nosso concelho, vai adiando decisões, lamentando dívidas que aprovou, queixando-se dos funcionários que não “facilitam”, das leis que só atrapalham e até, imagine-se, das estruturas regionais que classifica de ineficientes, apontando-as como responsáveis pelos atrasos de um PDM há 8 anos em revisão.

Todavia, por muito que se esforce e vitimize, ocultando erros do passado e do presente, são os Oliveirenses quem continuam a pagar a fatura, pelo que não esquecerão a sua responsabilidade na falta de infraestruturas básicas e perda de competitividade que, ao longo de décadas, levou à fuga de empresas ou impediu importantes investimentos no concelho.

A um Hermínio Loureiro obcecado pelo culto da imagem, sobrepõe-se um outro: centrado na carreira do futebol, despreocupado com a gestão trapalhona no Centro de Línguas, apoiante de uma “agência de empregos” JSD na GEDAZ e, sobretudo, o da mega mentira da campanha eleitoral que ninguém vai esquecer. Lembram-se? “Os oliveirenses podem ter a certeza que durante os próximos 4 anos vamos ter água e saneamento a 100%”.

Publicado no jornal "O Correio de Azeméis", em 24 de junho de 2012

Manuel Alberto Pereira

publicado por Manuel Alberto Pereira às 16:06

16 de Agosto de 2012

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Os portugueses são caracterizados por uma certa tendência para a fatalidade e exagero que, consoante as circunstâncias, os empurra para estados de euforia ou depressão coletiva. Há momentos em que basta o feito de alguém para que todos se julguem os melhores, mas há circunstâncias em que as adversidades nos tornam culpados de todos os males.

Outra marca nacional é também a nossa capacidade para, em vez de canalizar forças na procura de soluções, nos ocuparmos em arranjar culpados e razões para nos desresponsabilizarmos pela condução do nosso destino.

Vem isto a propósito da situação que o país atravessa e do discurso político da maioria de direita que ocupa o poder, há um ano.

Para ocultar uma estratégia ultra liberal que pretende implementar no país e, sobretudo, a sua incompetência em lidar com difíceis contextos que, em muitos aspetos nos ultrapassam e exigem uma grande influencia e determinação a nível da Uniao Europeia, tem procurado atribuir as causas e responsabilidades de todos os problemas à ação dos governos anteriores.

No entanto, passou um ano e esta estratégia, bem concertada, já não surte efeito e choca com opiniões que agora surgem mais firmes e passam para além das lutas político partidárias.

Em entrevista à revista Visão, Robert Fishman, sociólogo e cientista político norte-americano, considerado o maior especialista sobre os problemas portugueses, ao referir-se à situação económica do país, aquando do pedido de resgate financeiro, afirmou que “a economia ela própria, era mais forte do que aquilo em que os mercados pareciam acreditar”, pelo que “isto é terrivelmente injusto. Os portugueses estão a ser submetidos a uma série de medidas de austeridade, impostas pelo resgate, que não resultam dos seus próprios falhanços, mas da dinâmica internacional. Isto é triste num país que progrediu tanto. O atual ministro das Finanças salientou o crescimento das exportações em 2011. É verdade. E muito desse crescimento deu-se antes do resgate. Já estava a acontecer. Por que razão as agências de rating não prestaram atenção?”

Hoje não há dúvidas. Muito para além dos erros cometidos no passado recente e da nossa situação económica e financeira estar fortemente condicionada por um contexto internacional desfavorável, em Portugal a crise agravou-se para além do que seria necessário e desejável, pelo excesso das medidas de austeridade implementadas.

Por isso, é incompreensível a insensibilidade social de um discurso derrotista do primeiro ministro que apresenta aos jovens a emigração como solução e o desemprego como oportunidade.

Infelizmente, temos um governo que padece de dois graves problemas: por um lado é forte e exigente para com uma classe média cada vez mais débil e empobrecida pela excessiva carga de impostos e, por outro, é frágil e anémico para com os seus parceiros, quer sejam detentores das “milionárias” e ultracriticadas PPP, ou países europeus que apoiam quem nos cobra juros verdadeiramente usurários.

É a nossa sina: num ano, passamos de um povo indignado nas ruas, para um país resignado que, em nome da “paz social”, tudo aceita.

Manuel Alberto Pereira

Artigo de opinião, Diário de Aveiro, 2012.05.25

publicado por Manuel Alberto Pereira às 01:55

10 de Março de 2012

Detentor de diversas instituições e organismos, o Estado é sem dúvida a entidade que mais emprega no nosso País. De institutos públicos a autarquias, exercendo as mais variadas funções, distribuem-se cerca de 750 mil funcionários que, apesar de injusta a generalização, transmitem a ideia de serviço público não funcional.

Reconhecidamente um dos problemas mais graves do nosso País, o excesso de trabalhadores na função pública tem contribuído para agravar a taxa de produtividade - uma das mais baixas da União Europeia - e, é de tal modo grave que, na tentativa de inverter este quadro, o Governo decidiu tomar medidas drásticas aquando do orçamento rectificativo. Nos próximos anos, por cada quatro funcionários aposentados, só poderá admitir-se um novo profissional.

Foi talvez por isso que a Associação Empresarial de Portugal divulgou a semana passada os resultados de um estudo encomendado a especialistas sobre a administração pública que apontam para o despedimento de cerca de 150 mil trabalhadores. De difícil execução - não é fácil ao Estado despedir -, esta medida é mais uma das solução do tipo "pior a emenda que o soneto" e, sendo implementada, conduziria ao agravamento de problemas sociais. «Aliviava-se» a administração pública mas, em muitos casos, seriam agravadas as condições sociais de várias famílias.

A verdade é que o excesso de pessoal na função pública é um problema de há muito. Por parte dos sucessivos governos nunca houve uma estratégia global em aproveitar ao máximo os recursos humanos disponíveis. Ao longo dos tempos a postura de governantes, dirigentes da função pública e dos próprios trabalhadores conduziu a que, de um modo geral, os funcionários, quando comparados com o sector privado, fossem «rotulados» de mais fracos.

Governos e gestores públicos sem visão têm alimentado uma «máquina» cada vez mais ávida de empregados. Foi assim que milhares de trabalhadores - muitas vezes de baixas qualificações - se instalaram em postos de trabalho «feitos à sua medida» e também não é por acaso que, em praticamente todos os concelhos, os maiores «patrões» são as autarquias.

Há gente a mais e, mesmo com novos equipamentos e modernizando os serviços, ainda não se atingiu a qualidade desejável. Já se deram alguns passos, mas maioria dos processos continua na mesma - lentos e burocráticos. As leis apontam para formas de estar e fazer diferentes, mas a verdade é que o País «definha» à espera de mudanças efectivas.

Que saídas para o actual estado da administração pública?

Relativamente a soluções, do meu ponto de vista, as mudanças deverão ter em conta pelo menos três aspectos:

Selecção dos melhores gestores para os cargos de decisão da administração pública - sejam eles quadros técnicos ou políticos. Com efeito, por muito boas que sejam as políticas de um governo ou autarquia, gestores incapazes revelar-se-ão impotentes para as implementar.

Simplificação dos processos burocráticos e, dentro do possível, implementação de sistemas informáticos organizados de forma a dar respostas mais rápidas aos problemas dos cidadãos.

Finalmente, implementação de projectos de formação para todos os funcionários e dirigentes, abrangendo áreas de trabalho em equipa, gestão estratégica, gestão de conflitos e relações interpessoais.

Sem estas medidas, e eventualmente outras mais radicais, continuaremos a viver num País onde o funcionalismo público é identificado - a maior parte das vezes, injustamente - por um conjunto de «coitadinhos» a lamentar-se que “isto é mesmo assim e de que ninguém poderá fazer melhor”.

Está na hora de, concertadamente, tomar medidas que dignifiquem o desempenho de cargos públicos. Sem despedir funcionários, é imperativo envolvê-los na batalha da modernização pois é ao Estado que compete garantir o bom funcionamento de sectores prioritários que, sem ter em vista o lucro, por vezes são os únicos a prestar serviços com grande relevo social ao País.

Manuel Alberto Pereira 2001.10.15

publicado por Manuel Alberto Pereira às 17:43

01 de Janeiro de 2012

 

"O mais importante é não desanimar, nem baixar os braços. Por isso, ficam aqui 12 notas a considerar em 2012 para torná-lo um ano melhor:

 

1. Ser realista

Devemos estar conscientes da realidade para que possamos atuar sobre ela, bem como conhecer as nossas potencialidades e limitações para geri-las da melhor forma possível.

2. Abrir mão de certas coisas

Antes de mais é essencial libertarmo-nos dos fardos que carregamos do passado. Esta é uma boa altura para organizarmos a vida, tomarmos decisões e desfazermo-nos do que não interessa. Além disso, temos de nos preparar para viver com pouco. Os novos tempos estão a pedir-nos para cultivar mais o "ser" do que o "ter".

3. Ser resiliente

Voltamos a insistir nesta competência aqui (Os sete hábitos da pessoa resiliente ) no VIPP porque ela é essencial nos dias que correm. Hoje mais do que nunca, precisamos de ter força e coragem para nos levantarmos quando caímos. Tal como o fizemos quando eramos crianças... Caímos muitas vezes antes de aprender a andar mas isso não nos fez desistir, certo?

4. Adaptar-se as novas situações e circunstâncias

Todos os seres vivos têm a capacidade de se ajustar a um determinado local a fim de sobreviverem. É precisamente isso que temos de continuar a fazer, sempre com o objetivo de encontrar a harmonia e o equilíbrio entre o ser humano e a envolvente. É certo que não o faremos todos ao mesmo ritmo mas cada passo dado nesse sentido será uma conquista.

5. Aprender continuamente

É essencial apostar na formação ao longo da vida para adquirir e desenvolver competências e habilidades que o mundo atual exige. Importa ainda aprender com os erros que cometemos, até para não os voltarmos a repetir, e não ter receio de fazer coisas com medo de errar. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem.

6. Ter metas específicas

Para alcançarmos os resultados desejados temos que definir metas concretas, com prazos realistas e que possam ser medidas. Comecemos por listar tudo o que desejamos alcançar em 2012 e elaboremos um plano que descreva a forma de chegar lá. Depois é só pôr pés ao caminho.

7. Cuidar do corpo

O novo ano pode ser um bom pretexto para criar de novos hábitos que garantam o nosso bem estar físico, sem aumentar o orçamento pessoal ou familiar ou até reduzindo-o. Para isso, devemos optar por uma alimentação saudável, beber pouco álcool, não fumar, fazer exercício (desde o praticar desporto ao ar livre até ao subir e descer escadas sempre que for possível, bem como fazer recados a pé ou de bicicleta), dormir em média oito horas de sono por noite (embora uma pessoas precisem de menos horas e outras de mais), entre outras coisas.

8. Programar a mente

Os pensamentos levam às ações. Se esses pensamentos não são os melhores não podemos esperar bons resultados. Por isso, se queremos alcançar o sucesso (Sucesso garantido em cinco leis ) nas nossas realizações, precisamos de ter a mente aberta, de substituir pensamentos negativos e paralisantes por positivos e criativos e de adotar uma atitude (mental) que nos ajude a superar as nossas limitações e a realizar o nosso potencial.

9. Gerir as emoções

Devemos consolidar ou potenciar a nossa inteligência emocional porque a forma como gerimos as nossas emoções e os nossos relacionamentos determina em grande medida o sucesso pessoal e profissional. Aliás, já abordamos este tema aqui (As cinco habilidades das pessoas emocionalmente inteligentes ).

10. Alimentar o espírito

Não chega ter um quociente de inteligência e um quociente emocional bem desenvolvidos. A estes devemos acrescentar o quociente da inteligência espiritual , que nos ajuda a encontrar um significado para a vida e a desenvolver valores éticos que guiem as nossas ações. Para cultivar o espirito podemos silenciar (O poder do silêncio ) , meditar, relaxar, fazer retiros, fazer voluntariado, entre outras coisas.

11. Decidir ser feliz

Aproveitemos ao máximo cada dia da nossa vida, da melhor forma que conseguirmos. Sejamos gratos (http://aeiou.expresso.pt/estar-grato-e-um-dever-sempre-nao-duvide-ja-agora-obrigado-video=f696093 ) pelo que somos e pelo que temos (por exemplo, saúde, família, amigos, etc.) em vez de gastarmos todo o nosso tempo e energia a reclamar o que não temos. Aprendamos a apreciar a beleza das coisas mais vulgares da vida e a viver intensamente o "aqui e agora".

12. Aceitar recomeçar, se necessário

Mesmo que as coisas não corram como planeamos e que os nossos sonhos sigam "por água abaixo", crie novos sonhos e novos projetos. Qualquer dia do ano é um bom dia para recomeçar."ANA SANTIAGO

(Edição on line do Expresso http://aeiou.expresso.pt/2012-esta-ai-e-aqui-ficam-doze-ideias-para-o-enfrentar-video=f697200)

publicado por Manuel Alberto Pereira às 22:14

21 de Novembro de 2011
publicado por Manuel Alberto Pereira às 01:24

17 de Julho de 2011

É inegável. Nos últimos 10 anos, apesar da insatisfação ainda latente na sociedade, houve muitas mudanças no ensino.

Hoje o ensino profissional é uma realidade para cerca de 50% dos alunos que frequentam o Ensino Secudário. Bem diferente da realidade de então...

O Valor da Escola

Em entrevista à revista Visão, Vítor Ramalho, secretário de Estado adjunto do Ministério da Economia e Finanças, alertou para o facto do nosso País apresentar somente metade da produtividade relativamente à média da União Europeia. Isto é, em média, dois trabalhadores portugueses produzem anualmente o mesmo que um trabalhador europeu.

Com efeito, embora apresente uma das taxas de emprego mais elevadas da Europa, de acordo com um conjunto de indicadores económicos divulgados recentemente, Portugal continua longe dos seus parceiros. Por incrível que pareça, os dados são claros: um casal grego empregado na indústria ganha o dobro comparativamente a um casal português a trabalhar no mesmo sector. Para ficarmos com uma ideia ainda melhor do nosso atraso, se continuarmos a crescer ao ritmo actual, só daqui a 50 anos alcançaremos a média do nível de vida europeu.

É sem dúvida alguma alarmante e as causas que conduziram a esta realidade, sendo antigas e complexas, resultam em grande parte de atrasos verificados na modernização dos nossos serviços e indústria, associados a problemas na articulação entre o mercado de trabalho e o sistema de ensino e formação profissional.

Ora, sendo certo que há ainda muito a fazer, na indústria e prestação de serviços as coisas têm melhorado significativamente - veja-se o investimento que tem vindo a ser feito nos últimos anos em novos equipamentos para a indústria e a nível das tecnologias de informação e comunicação – pelo que a nossa aposta deve centrar-se na formação das gerações mais novas, pois é nas suas mãos que reside a recuperação do nosso atraso.

Todavia, dos jovens portugueses inscritos no ensino secundário, somente 25% frequenta cursos mais ou menos profissionalizantes, isto é, cursos tecnológicos, cursos técnicos do ensino recorrente, ou cursos de escolas profissionais. Esta taxa, claramente abaixo dos 40% da média europeia, fica longe de países como a Itália, a Holanda, ou a Dinamarca onde cerca de 70 % dos jovens frequentam cursos profissionais. Percebe-se pois qual a aposta dos países mais desenvolvidos e por que motivo produzem mais do que nós.

Por cá os cursos de carácter profissionalizante ainda são considerados de segunda e quase sempre destinados a alunos com dificuldades de aprendizagem. Normalmente desvalorizam-se as profissões mais técnicas e manuais, como pedreiro, carpinteiro, canalizador ou electricista e, infelizmente, mesmo sem qualquer intenção, as nossas escolas afastam os jovens do mundo real do trabalho.

Pela forma como estão estruturadas as actividades escolares - fortemente centradas na teoria e memorização - a maioria dos jovens desenvolve o sentimento de vida fácil ao longo do seu percurso escolar. De um modo geral, para conseguir progredir nos primeiros nove anos de escolaridade, basta decorar umas coisas e, para a maior parte, andar na escola só é importante - isto é, motivante - por ser lá que se encontram os amigos.

No entanto, além de todos os aspectos positivos, estudar exige também esforço e dedicação. É por isso que, independentemente das políticas educativas, compete aos adultos, em particular aos pais e professores, a responsabilidade de cultivar nos jovens os verdadeiros valores da escola e ajudá-los a construir o seu caminho formativo, pois só assim conseguiremos saltar da cauda da Europa.

Manuel Alberto Pereira 2000.09.04

publicado por Manuel Alberto Pereira às 00:52

18 de Junho de 2011

Com os devidos ajustes, continua actualissíma esta crónica publicada no Correio de Azeméis, em finais de 2008...

 

Fazer política com seriedade

Sendo, sem dúvida alguma, o mais importante instrumento de gestão, o Plano Director Municipal constitui a matriz em que assentam a esmagadora maioria dos actos de gestão municipal, pelo que dentro do quadro legalmente estabelecido, importa interpretar e ajustar a sua execução àquilo que são as exigências de cada momento e às características próprias de cada território.

Vem isto a propósito da revisão do nosso PDM o qual, tendo sido aprovado há cerca de 13 anos, viu o início deste processo há cerca de 4 anos atrás, mais precisamente a 29 de Dezembro de 2004, com a aprovação em Assembleia Municipal de um protocolo de colaboração com Universidade de Aveiro.

Desde essa data, muito tem sido dito e escrito acerca desta revisão, considerada por todos essencial para rectificar e redefinir uma nova estratégia de gestão do território municipal. Recordo as declarações do actual vereador Ricardo Tavares, em Dezembro de 2005: “Já houve uma segunda reunião de análise por parte de todos os membros da equipa - mais de 20 pessoas - que está a trabalhar na revisão... Estão a ser realizados trabalhos por parte de todas as sub-equipas e o ‘timing’ é ter o processo concluído em 2007…” Mais tarde, em Julho de 2006, o Professor Jorge Carvalho, coordenador da equipa de revisão e que entretanto cessou funções, referia também: O Plano Director Municipal de Oliveira de Azeméis encontra-se em fase adiantada e quase pronto para ser levado a discussão pública”.

Se o assunto não fosse sério, dava para rir. Todavia, importa reflectir sobre este assunto, pois o período de “desconto” já vai longo e os oliveirenses merecem mais e têm o direito de saber o que realmente se passa com os atrasos na revisão deste plano, assim como o porquê dos desvios de datas e do seu “congelamento”.

É que, a ausência de um PDM devidamente revisto, além de prolongar constrangimentos, agrava problemas e abre caminho à tomada de decisões “avulsas” que, além de impedirem uma estratégia de desenvolvimento mais global, penalizam seriamente quem decide viver e investir no nosso concelho.

É certo, pode dizer-se, que mesmo assim há quem invista e há quem não se resigne a baixar os braços. Porém, todos também temos noção das dificuldades que existem e do esforço quer, individual quer colectivo que já temos que fazer para vencer e superar as normais dificuldades do dia-a-dia e, no mínimo, exige-se da maioria que gere o município esclarecimentos e assunção das responsabilidades pelos prejuízos que resultam destes atrasos. Com efeito, o prolongamento deste processo é, em si, um dos principais travões ao desenvolvimento e é responsável, por exemplo, pela ausência de uma verdadeira reestruturação das zonas industriais, pela continuação do caos urbanístico e, em termos mais gerais, dita o atraso na redefinição de políticas mais claras e ajustadas ao actual contexto a nível da gestão do território urbano e ecológico.

Sobre esta matéria o PS concelhio tem assumido uma postura de total lealdade e cooperação no sentido de se encontrar as soluções que melhor possam servir o interesse colectivo. Desde sempre, e de forma frontal, tem vindo a tomar as posições políticas que considera mais justas, legalmente possíveis e tecnicamente enquadradas – ou não fosse o trabalho dos técnicos uma das principais “alavancas” da decisão política.

Esta tem sido a postura de um partido que sendo oposição local, tem o sentido da responsabilidade de apoiar um governo maioritário que gere o país numa altura e contexto particularmente difíceis. Esta é, e tem sido, a postura de quem assume de forma séria os seus papéis políticos com vista a constituir uma alternativa que possa conquistar definitivamente a confiança dos oliveirenses.

Contrastando com esta linha de rigor e exigência, temos sido sistematicamente confrontados com posições arrogantes do partido do poder local e da oposição nacional que não suporta quem acompanha a política de forma contínua e séria.

Um exemplo, entre outros. No início deste ano, mais concretamente em Janeiro, durante uma festa de jovens desse tal partido, fomos confrontados com inqualificáveis declarações políticas de um orador que, segundo a imprensa, terá afirmado: “os gajos do PS são do pior que existe”, acrescentando ainda que, ele e os seus apaniguados, iriam tratar de “rebentar” esses “gajos” com uns cartazes.

Como referi, isto aconteceu numa festa partidária, à vista de todos, e na presença de destacados líderes desse tal partido que nunca se demarcaram ou desmentiram tais afirmações. Finalmente, em Setembro, apareceram os tais cartazes que pretendiam “rebentar” com o PS local.

São cartazes de baixo nível político, com carácter calunioso e que visam confundir a opinião pública sobre as posições políticas responsáveis que o PS entendeu tomar no executivo Camarário e na Assembleia Municipal, acerca da forma pouco rigorosa e clara de como a maioria laranja tem gerido o actual Plano Director Municipal. Essas decisões nunca visaram o prejuízo de quem quer que seja e correspondem ao que os oliveirenses esperam de nós e ao grau de exigência política a que nos comprometemos no último acto eleitoral.

Alguém sério acredita que o PS concelhio queira mal aos trabalhadores da empresa A ou B? Alguém com sentido de responsabilidade julga que se pretende o encerramento de empresas no concelho? Alguém em bom juízo ficará satisfeito com o não investimento no nosso concelho?

Caras e caros oliveirenses, na política não vale tudo. Acções, como as que têm sido protagonizadas por este conjunto de jovens que são defendidos por quem, ao invés de lhes dar boa educação política, os arregimenta para dizer mal, devem merecer censura social e política pois visam interesses mesquinhos de baixa política e constituem o pior exemplo para quem serve os cidadãos.

Mas, na política, ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, não vale tudo!

É frequente dizer-se, os actos ficam com quem os pratica. O PS local não tem medo de ameaças e continuará a trabalhar para que os oliveirenses possam comparar os actos e as palavras de quem faz política com seriedade com aqueles que se arrogam de pertencer ao partido que está há mais de três décadas no poder autárquico e se habituou a tratar como “caseiros” os oliveirenses que, segundo eles, ainda devem agradecer o facto de ter tais “senhorios”.

2008.11.05

Manuel Alberto Pereira

publicado por Manuel Alberto Pereira às 21:29

01 de Maio de 2011

Mais um artigo, publicado no Correio de Azeméis em 2001, de plena actualidade.

 

Mudar o País

Há dias, em entrevista à Visão, António Guterres dizia: "Francisco Salgado Zenha, que teve uma forte influencia política sobre mim, costumava dizer que o principal defeito, em Portugal, era a inveja. E o que mais entravava o progresso do País era a aliança entre a inveja e a mediocridade" e, continuava o Primeiro Ministro, "Isso ainda hoje é verdade, embora cada vez menos. A questão decisiva é a de promover a excelência. Que, em Portugal, costuma ser contrariada".

Com efeito, concluía Guterres, "Quando alguém, ou alguma estrutura sobressai pela qualidade do seu trabalho, pelo impacto da sua acção, é «natural» que a tendência dos outros, em vez de copiar ou tentar serem ainda melhores, é a de evitar que esses a quem se reconhece excelência tenham condições de afirmação".

Ditas por quem foram, estas palavras poderão parecer uma desculpa para o actual estado em que se encontra o nosso País, porém todos temos a noção do êxito que tem a cultura do «bota-abaixo», que se manifesta um pouco por todo o lado.

No entanto, se o hábito de dizer mal é algo que parece fazer parte dos sentimentos mais bacocos do povo Português, a verdade é que a classe política não lhe fica a trás. Infelizmente, uma grande parte dos políticos, em particular dirigentes nacionais e de órgãos do poder local, «cultiva» um estilo trauliteiro em que, mais do que discutir ideias e encontrar as melhores soluções para os problemas nacionais e locais, visam diminuir e amesquinhar os seus adversários políticos.

Ora, um País que possui uma das mais baixas taxas de produtividade da União Europeia; um País onde dois em cada três cidadãos ainda não possui sequer o 9º ano de escolaridade, o que fazer para mudar esta realidade? Como proceder para mobilizar a sociedade para a implementação das mudanças necessárias ao nosso desenvolvimento?

António Carrapatoso, administrador da Telecel, num artigo de opinião publicado na última edição do jornal Expresso traçou as linhas mestras. "O desenvolvimento de Portugal depende essencialmente dos Portugueses e da sua vontade colectiva de trabalhar na direcção do progresso(...) As gerações mais novas e que começam agora a ascender aos lugares com maior poder no País serão as principais dinamizadoras da mudança, e em muitos casos da ruptura que se torna necessário realizar".

Para isso, continua Carrapatoso, "É possível, e necessário que nos próximos anos melhoremos, significativamente, o grau de qualificação dos recursos humanos Portugueses, factor indispensável ao nosso desenvolvimento.

É fundamental que os Portugueses adoptem uma nova atitude e valores que incluam uma verdadeira cultura de auto-responsabilização que se substitua ao paternalismo prevalecente. É crucial para o desenvolvimento da sociedade e do País que se encontre um equilíbrio mais aprofundado entre direitos e deveres". Portanto, conclui António Carrapatoso, "Portugal precisa dum poder político com convicções fortes, e independentes do poder e «lobies» económicos. (...) Só com mais inovação, menor peso do estado, mais sociedade civil, mais concorrência sã, menos proteccionismo, maior independência política e com um Estado/Governo forte desempenhando um novo papel, será possível criar mais riqueza com benefícios para todos, em particular os mais desfavorecidos".

Como se vê, das palavras do Primeiro Ministro ou dos «caminhos» traçados por este Gestor, embora não sejam fáceis, as respostas para os nossos problemas não se «compram» ou «importam» de outros países. As soluções pensam-se e desenvolvem-se a partir do esforço de todos nós.

Neste cenário, qual o papel das escolas?

Do meu ponto de vista, as instituições de ensino assumem hoje uma importância estratégica e a sua acção será, cada vez mais, relevante nas mudanças que o País precisa.

Pelo papel social que representam, assim como pelo contributo que a educação deverá dar à mudança de mentalidades, muito para além de locais onde se ensina matérias que fazem parte de currículos disciplinares, as escolas deverão contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de respeito e valorização de todos os indivíduos. Pelas suas características e funções, para lá de reproduzir «saberes», as escolas deverão contribuir para implementar uma cultura «da qualidade» e dum «querer» colectivo que possa efectivamente contribuir para fomentar as verdadeiras mudanças no nosso País.

Só a consciência individual e colectiva de que todos somos importantes poderá «lançar» o nosso País numa «onda» de progresso assente em valores e onde todos reconheçam, além dos seus direitos, também as suas obrigações de contribuir para o desenvolvimento da nossa Pátria.

Manuel Alberto Pereira 2001.02.05

publicado por Manuel Alberto Pereira às 19:39

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